Natasha. E isso deveria bastar.
"Sou da raça dos desassossegados de nascença. Sempre inquietos com a passagem do tempo, mesmo que se o tem de sobra."


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Jun 5, 2011
@ 11:01 pm
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Jun 5, 2011
@ 11:01 pm
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888 notes

(Source: celebdump)


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Dec 25, 2009
@ 10:06 am
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Derramei três lágrimas: a primeira escorreu pela face e perdeu-se na boca; a segunda morreu achatada contra o assoalho; a terceira caiu na tua mão. E foi a que mais doeu.


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Dec 21, 2009
@ 10:46 pm
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It’s funny when you think it’s gonna work out…

It’s funny when you think it’s gonna work out…


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Dec 20, 2009
@ 10:28 am
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Zero Killed

                                                                                     Por Natasha Ribeiro

“Minha mãe do céu!”, exclamava Tereza atônica, enquanto zanzava de um lado para o outro durante o silêncio da madrugada nos corredores escuros. Pela manhã, a maioria das mulheres são assustadoras, quase feias e, de certo, muito mal humoradas e ríspidas. Mas não era o caso de Tereza. Quando acordava, parecia que estava treinando para Miss, com aquele sorriso estampado no rosto e os olhos brilhando como se agradecesse a todo momento o fato de estar viva.

O hotel no qual estava hospedada era um primor, mas um primor mesmo, sabe. O saguão de entrada tinha um pé direito tão alto que poderia até tocar o céu, as recepcionistas pareciam fazer parte de um tipo de orquestra, com suas vozes macias e baixas, como se estivessem sussurando um segredo para você ao pé do ouvido. Muito gentis.

Deixou o corredor e retornou ao quarto. Na cama, de costas para ela, virado para a porta do banheiro, estava Carlos. Deitado. Dormia um sono tão profundo que era de dar inveja. A insone Tereza por um instante hesitou, mergulhada em pensamentos, antes de se juntar ao amado na cama.

Estavam os dois ali, sozinhos. Sozinhos no meio de algum lugar muito afastado de casa. Poderiam estar se abraçando e se beijando uma porção de vezes, sem ninguém incomodar. Mas Carlos dormia. Dormia. E Tereza pensou que talvez fosse melhor fazer o mesmo.

O dia mal havia amanhecido e Carlos já estava de pé, em frente ao espelho, ajeitando alguns dos poucos fios de cabelo que ainda lhe restavam. Tereza, ainda deitada, acompanhava a cena. Pelo reflexo, ele percebeu que ela o observava, assim, deu uma piscadela, como que em sinal de cumplicidade.

O cômodo tinha o cheiro do perfume de Carlos. Era um cheiro forte, intenso. Uma mistura de cheiro de homem viril com gozo de mulheres. Era um ar de traição. Beijou Tereza como se o vagabundo beijasse a dama. Sua língua era fria. Talvez pela pressão baixa. Talvez pela culpa que um dia poderia vir a sentir.

O coração dela batia com tanta força que era capaz até de matar. “Eu sei de tudo, Carlos”, disparou Tereza em voz firme. Carlos fitou aquela mulher que estava em sua frente. Como um leão ao analisar sua presa.

Era o fim. Mesmo. Carlos não parecia se importar. Apenas achava quase engraçado como as mulheres perdiam grande parte de suas vidas sofrendo com ciúmes e raiva. De repente, sentiu um pequeno nó no peito. Lentamente começou a sentir saudade de alguma coisa que não sabia o que era. Onde estava o sorriso de Tereza?

“Mas você está bem?”, perguntou como se esperasse a resposta acompanhada do habitual sorriso. Tereza ficou em silêncio por um tempo, como se procurasse as palavras certas. “Posso lhe contar uma história?”, perguntou de forma doce. Carlos fez que sim.

Durante a Guerra de Secessão – começou Tereza -, quando as tropas voltavam para o quartel após uma batalha sem nenhuma baixa, era escrito em um enorme quadro “Zero Killed”, para anunciar que não havia tido nenhuma morte. Essa é a origem do “O.K.”, você sabia, Carlos? – indagou misteriosa.

Carlos deu com os ombros, esperando com que Tereza terminasse suas divagações. “Acontece, que eu ainda não morri, Carlos. Carlos, eu sinto dor. Mas acho que é normal, dor é uma sensação, né? Carlos, Carlos… Mas eu penso: será que o general desse exército preferia escrever ‘Zero Killed’ ou ter um soldado sem uma perna?”, continuou. “Porque soldado só com uma perna não vai mais servir, aliás, vai até atrapalhar. Foi isso que aconteceu com a gente, Carlos? Eu perdi uma perna?”.

Carlos friamente permaneceu em silêncio. Tereza parecia morrer ao seu lado. Mas ele não parecia sentir a menor dor. Tereza ainda tinha seus dois braços e mesmo suas duas pernas. Talvez tenha ficado apenas sem seu coração.



Texto desenvolvido no semestre de 2009.2 para aula de Técnicas de Comunicação II. O objetivo era iniciar uma história com “Minha mãe…”.


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Dec 18, 2009
@ 10:35 pm
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Amor, meu grande amor, que eu seja a última e a primeira, e quando eu te encontrar, meu grande amor, por favor, me reconheça…

Amor, meu grande amor, que eu seja a última e a primeira, e quando eu te encontrar, meu grande amor, por favor, me reconheça…


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Dec 16, 2009
@ 3:41 pm
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Quase dezembro

                                                                                     Por Natasha Ribeiro

As cortinas fechadas. O cheiro de mofo. E o ar de escritor decadente. Barba por fazer, cigarro a postos, olhar perdido. Era final de tarde de uma quinta-feira – ou de um outro dia qualquer. Não importa.

Acontece que agora estou nesse lugar há não sei quanto tempo. E há não sei quanto tempo eu tenho tanta coisa presa e sufocada em algum lugar do meu corpo que dói. São tantos lugares e tantas dores e tantas faltas.

Maria me faz falta – e me dói. Maria quem me deixou aqui. Com tanta dor e há quanto tempo. Já nem sei. O que interessa é que agora cá estou nesse estado, quase um indigente. Corpo às moscas, sem ser reconhecido. Nem procurado.

E vou inventado meus dias e criando minhas cores, até minha imaginação e escuridão serem interrompidas por um “Com licença, seu José”. Palavras sutis pronunciadas por Dolores, a enfermeira de meia-idade que usa um batom vermelho sangue que chega a me doer o lado esquerdo do peito, à procura do meu coração – ou o que restou dele.

Maria e Dolores se parecem em muitas coisas. O perfume doce, a fala calma e o olhar alheio. Dolores não é dessas enfermeiras que lhe tratam como criança. Isso é um hospital de malucos, pode usar o eufemismo que quiser, mas aqui só tem doente da cabeça, maluquinho, perturbado e todos os sinônimos possíveis no Aurélio.

Dolores me trata como se eu fizesse parte do primeiro fonema de seu nome. Como uma doença, lepra, que seja, essas doenças que as pessoas mal conhecem, mas já morrem de medo. O zelo se justifica pelo medo. Assim como Maria. Maria tinha medo. De mim. Do amor. Da dor. Mais do amor do que da dor. Achava que o segundo era conseqüência do primeiro.

E é. Tanto é verdade que um dia Maria resolveu se separar de seu José – eu. E foi. Não sei para onde, talvez tenha fugido com os três reis magos. Resolveu não ter mais medo. Nem de mim, nem do amor, nem da dor.

Respeito tanto a decisão da minha Maria, que me calo. Não vou mentir, não tenho a quem enganar. Tive outras mulheres depois dela. Muitas outras Marias, muitas outras Madalenas. E, futuramente – quem sabe – uma possível Dolores. E eu não sou o Judas nessa história!

Estou nesse hospital de doidinhos graças a Maria. E veja o absurdo, não é nem porque eu era doido por ela. É porque Maria sumiu. Sumiu. Me deixou. Ela me deixou foi louco. Louco de amor. Sinto dores em lugares que nem sabia que existiam. Sinto falta de Maria. Você entende? De novo: dores, lugares, falta. Alguém tem de entender.

Dolores talvez entenda. Por isso o olhar alheio. Ela sente, assim como Maria, medo de mim, do amor, da dor. Acontece que mais forte do que o batom cor de sangue é o líquido quente que corre nas minhas veias. E no corpo de Dolores. E já é quase dezembro. Época em que o final se transforma no começo.



   Texto desenvolvido no semestre de 2009.2 para aula de Técnicas de Comunicação II. O objetivo era contar uma história sem começar pelo seu início.


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Dec 16, 2009
@ 3:34 pm
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Ask her if she wants to stay awhile…

Ask her if she wants to stay awhile…